Relato da professora Danielle Tavares
Escola Municipal Manoel Luiz Cavalcante Uchoa
Porto de Galinhas – Ipojuca/PE
Jornal Escolar A PORTA ABERTA DE PORTO

Os alunos da 4ª série (5º ano) tiveram contato com o gênero textual artigo de opinião, gênero este muito interessante para ser trabalhado, já que sabemos que muitos chegam as últimas séries do ensino médio sem saber argumentar.

Nas primeiras aulas da sequência didática proposta pelo Programa Primeiras Letras os alunos simularam um júri e se dividiram para dar opiniões, a favor ou contra, sobre o tema: “Criança tem opiniões?”. Após a dramatização, houve uma leitura bastante apreciada de artigos de opiniões escritos por crianças da mesma faixa etária em outras escolas. Os nossos alunos se identificaram e começaram a perceber como o ato de argumentar é necessário para a vida de qualquer cidadão e como a gente faz isso tão constantemente que, às vezes, nem percebemos.

Diante disso entenderam que criança também tem seus direitos e merecem ser ouvidas:

“A criança e o adolescente têm, muitas vezes, sido visto como um sujeito de necessidades e pouco se tem trabalhado, na prática, com a perspectiva da criança e do adolescente como sujeito de direitos e autor de si próprio, ou seja, capaz de atuar significativamente no campo social, dando suas opiniões e o que nesses últimos tempos já vem sendo colocado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”. (ABRAMO, 2007, pág. 12)

Após essas discussões buscamos coletivamente temas polêmicos que fizessem parte do cotidiano. A merenda escolar foi um deles. Os alunos fizeram uma pesquisa na fila da merenda perguntando quem gostava ou não da merenda escolar. Com este material elaboramos um gráfico e diante dos resultados foram produzidos artigos de opinião. A pesquisa foi enfatizada como parte fundamental na produção de qualquer artigo de opinião.

Outro tema, também escolhido pelos alunos, foi o consumo e comércio de drogas nas comunidades. Vários relataram fatos interessantes e deram suas opiniões alertando sobre a necessidade da prevenção por parte dos pais e de todos na comunidade, para que as crianças não entrassem no comércio desses entorpecentes. No debate que se seguiu e no momento da produção textual, as professoras das 4ª desenvolveram juntamente com os alunos o respeito pelas opiniões contrárias as do autor.

O processo de reescrita ajudou-os nas dificuldades ortográficas já que, para uma publicação em um suporte de circulação, era preciso perceber a importância de não haver erros ortográficos. O vídeo disponibilizado pelo Programa, mostrando alunos relatando suas preocupações em escrever “certinho” serviu como estímulo para o grupo.

Referência da citação:
ABRAMO, H; SPOSITO, M. Juventude em Debate, São Paulo: Cortez , agosto 2007



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